segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Um Brasil pra cada um

       É interessante que antes de começarmos analisar qualquer aspecto no que diz respeito a iniciativas de inclusão social, levemos em conta a situação do país. Costumo ver muita gente -seja por não concordar ou por uma simples contrariedade à interesses próprios- protestar absurdamente contra as políticas afirmativas, por exemplo. Ao observar o discurso revoltoso de quem não está muito contente com a oportunidade -ou oportunismo, como queiram chamar- percebe-se claramente a falta de informação e a limitação de seus pensamentos quanto as cotas para negros, deficientes, estudantes de escola pública, índios e quilombolas.
      Retomando a necessidade de uma análise mais apurada e realista dos fatos, apresento-lhes o Brasil, esse país tropical de festas mulatas e samba. Mas o mesmo com uma desigualdade social absurda e visível a quem não se limita a olhar pro seu próprio umbigo ou mesmo, quem está inserido numa parcela que apesar de maior, detêm de privilégios mínimos ou inexistentes. Uma nação constituída de uma sociedade que tem a exclusão exploração e desumanidade -palavras que resumem bem o significado nato da escravatura- como base da construção de suas ruas e palacetes. Nação que colonizada, teve como opção única a submissão e violação de seus costumes e cultura, sujeitando-se a trabalhos de reconhecimento e dignidade  0. País de educação pública precária, que se submete a desviu de verbas, ao descaso com seus profissionais a insuficiência ou até a falta de materiais   didáticos e tantas outros exemplos de defasagem. 
      Desta forma, me parece loucura a tentativa de comparação ou mesmo igualar os dois lados da moeda. A classe historicamente desfavorecida, com a que teve desde sempre na história desse país, regalias, ensino de qualidade,oportunidade, alimentação, aceitação social e consequentemente a soberania de sua classe. Comparar estes seria visivelmente injusto.
      Sou totalmente a favor da política de cotas, não só por que sou estudante de escola pública, negro e de uma renda inferior aos muitos que espoe sua revolta e julga uma facilidade ser priorizado no critério de seleção da universidade. Mas por que sou consciente da situação do país em que vivo. Vejo esta como uma forma de reparar, dar a oportunidade de trabalho, educação e consequentemente a acensão merecida às classes com um histórico de exclusão presentes ainda na sociedade atual que, se não revertido, nunca findará. Entendo que o ato de ser contrário às cotas é um posicionamento egoísta e de desinteresse ao bem comum. Talvez pela satisfação quanto a quadro extremamente desigual em que vivemos ou mesmo por estar numa situação confortável demais pra pensar no outro.
  

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ingresso garantido


      Posso dizer que minha agonia se iniciou desde domingo a tarde, depois de quase ter colocado meu primo dentro do buzu para que fosse à Salvador e pudesse está na fila bem cedo,  garantindo os ingressos para o show que os Los hermanos fará na capital no mês de Maio desse ano. Quem me conhece sabe o quanto eu sou louco pela  banda. E ficar sem ir à esse show seria o que há de mais próximo da depressão profunda. Desde que vi Bruno medina (o tecladista do grupo) publicar em seu blog  o anuncio da turnê comemorativa (aos 15 anos de carreira) que a banda fará pelo Brasil entre os meses de Abril e Maio, não hesitei, e venho desde lá me organizando (juntando dinheiro, rs) para me auto proporcionar essa alegria, e que alegria. 
No domingo à noite mesmo, já se podia ver a excitação dos fãs através da página dos hermanos no Facebook, com  a abertura das vendas dos ingressos nos outros estados pela internet, onde os sites foram congestionados rendendo alguns palavrões, mas nada capaz de desanimar quem resistiu e madrugou para garantir o seu. Como se não bastasse a minha tensão natural, ver a galera postando na pagina do evento:  "Vou dormir que amanhã é dia de madrugar no TCA". Era um tanto ameaçador, a quem só iria dar as caras por lá as nove da manhã, e mesmo assim enganado, achando que a bilheteria abriria as 10, mentir as vezes é aceitável por plena precaução, rsrs. 
Nem preciso dizer que a minha inquietude durante a manhã e metade da tarde  de segunda foi constante, apesar de não está lá, acompanhar tudo na integra era a forma de distração e amenizar a preocupação normal ao se tratar de um show com uma demanda de fãs enorme e que tem como costume o término de seus ingressos em apenas duas horas. Com tanta apreensão, o que me restava era acompanhar e acompanhar. Notícias como o desespero de quem foi pros SAC's dos shoppings e não consegiu comprar e a efêmera  fama de Shalom Guedes, o carinha que ficou famoso pela sua pontualidade na fila, rendendo TV Bahia, g1 e tudo. E eu zuando ele, achando que estava apressadinho demais quando me disse que iria está lá as 4 da matina, bem feito pra mim, rs. 
Notícias vão notícias vêm, tic tac: 12:00 hs. E finalmente se abrem os portões da bilheteria, e após esperar ansiosamente por mais 2 horas sem notícia do andar da carruagem, finalmente a mensagem de confirmação: "Ninho seu sacana, fiquei 5 horas numa fila quilométrica de sol escaldante, essa você me paga" (Lê-se, ingressos garantidos). Só pensem numa pessoa pulando de alegria que era eu. Finalmente, vou curtir o show de minha banda preferida, depois de Legião. E que venha o dia 06, que a concha acústica me espera, com brados, emoções e arrepios. \o/



sábado, 14 de janeiro de 2012

Desculpa Sisu


        
      Entendo que é mesmo sufocante ler o tempo todo postagem de vestibular e colégio, quando se prometeu aqui uma página legal. E realmente, estudar não está entre uma das coisas mas prazerosa da vida. Mas entendam  que é isso o que eu respiro ultimamente. Gostaria de humildemente pedir desculpas ao Sr. sistema de seleção unificada pelos insultos realizado no post anterior, já que o mesmo me deu a alegria de dizer a minha mãe que passei em 1° rinho em História na UESB. Ela quase que nem quis saber o curso que fui aprovado. - O que, primeiro? e do telefone já se podia ouvir o dispersar da notícia: "Ninho passou em primeiro". "Foi"? Só de ouvir o impar primogênito, ficou tão lisonjeada  que acho que mesmo sendo num curso de vagabundiologia ela ficaria feliz do mesmo jeito.
     Mesmo que eu não vá cursar História, por não ser o que eu realmente quero, apesar de gostar muito da ciência e considera-la de uma importância muito grande na percepção de uma sociedade, valeu a alegria de ver lá meu nome aprovadinho. Algo necessário para a acensão do ego e consequentemente a confiança para os outros seletivos. Apesar da tensão de espera dos próximos e muitos resultados, o clima aqui em casa é de felicidade. É, fui considerado.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sisumm.."

      

     Depois da mini repercussão de primogênito -mesmo que apenas entre amigos/colegas de sala- e a aprovação de Manu (amiga e dona do blog o qual indiquei na publicação passada), me senti além de muito feliz, na obrigação de dar continuidade a pagina, já que todo mundo já viu e naturalmente esperam por mais postagens (ou não, rsrs). E ao pensar 37 vezes no que escreveria, principalmente depois de ter me rendido alguns problemas o ato de ter me posicionado quanto a polêmica do aplicativo que bloqueia os links relacionados ao BBB no Facebook, resolvi escrever sobre o sisu, que por si só já é um problema. Trava, ilude, decepciona e entristeci. Claro que isso não vale pra todo mundo, mas posso mesmo afirmar que pra mim tá um tanto quanto complicado.
      Imagine só o que é você ficar todo feliz por está classificado em um dia, e no outro, lhe rumam lá na casa da po** sição 52. Isso é tão ilusório quanto acreditar que existiu Jack e Rose no Titanic (eu acreditava).
     Vestibulares e um sistema como este, têm mesmo a capacidade de decidir a nossa vida, nunca me conformei com isso, mas se tenho que passar por eles para ser um "coisa alguma", que assim seja. O que há de mais eficiente a fazer é encarar quantos sisu´s toparem como pedra no caminho, pena que o sistema é tão pesado que nem dá pra chutar, nhé? rsrs. Pois bem, com linhas de corte tão altas, que mais parecem cordas de forca, acho que não vai ser dessa vez (esse semestre) que vou cursar a bendita psicologia. Só  espero que  depois de tantas decepções com os sisu's da vida, quem não vá precisar de uma auto consulta no término da formação seja eu.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Primogênito

      Bom, nada mais natural do que começar este blog com um post de apresentação. É, aquela coisa chata de eu me chamo fulano e tenho tantos anos ( como se a discrição do perfil fosse ineficiente a tal ponto). Mas se é pra ser conservador e fazer um eu sou simpático pra impressionar, "vamo" lá, rsrs ( não sei se vou consegui ser). Me chamo Anilton, tenho 18 anos ( perto de fazer 19), me enquadro na classificação de moradia : "com meus pais", o que na verdade, não é verdade. Já que eu moro com minha mãe e irmã. Fica a dica para o profissional que classifica o estado de moradia dos outros a saber que nem todas famílias são perfeitinhas como nos seriados americanos, seu(a)..#;@. 
Então. Fiz o blog pra escrever o que me da na teia, sei que o informe é desnecessário, já que a maioria deles  tem a mesma função. Mas enfatisei pra deixar claro que não existe classificação aqui, apesar de que, por eu estudar/morar num colégio que praticamente escraviza-nos é bem provável que a quantidade de post relacionadas a acontecimentos ocorridos lá torne a pagina mais parecida com um blog estudantil que qualquer outra coisa.
   O blog se chama eu Fiz Zum zum e pronto por ser um trecho  de uma musica que eu gosto muito, dos novos baianos,  interpretada pelo gênio Arnaldo Antunes -em quem eu também me inspiro- e por que achei o nome bonitinho , diferente e julguei bem a cara da página( pra não ficar falando blog toda hora) que se caracteriza -como eu já havia dito- pela não restrinção de uma modalidade, como: jornalística, esportiva, informativo.. nada disso. Posto aqui coisas  relacionadas a o que eu gosto, (se gostar também? massa, trocaremos figurinhas) dentre essas, músicas, textos, meus ou dos outros, relatos, resenhas e divergentes .       
    Espere tudo disso aqui, tem dias que tô dramático, poético, crítico, triste e por ai vai. E essa inconstância é o que mais gosto as vezes, é o que há de mais próximo do que podemos chamar "liberdade". Se não gostar da pagina, acessa essa aqui ó: http://nuporemvestida.blogspot.com/, garanto que é legal. É de uma amiga que apesar de está meio desleixada ultimamente, a considero sensacional, o melhor blog que já li. Fica a dica, um bom dia e "Inté mais."